Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Idade do Gelo 3 - à terceira, ainda melhor

 

 

As sequelas são sempre ingratas: ou é uma fórmula repetida ou é uma aposta nova que não resulta.

O 3º filme da Idade do Gelo é garantido: risada para toda a família, cada um com os seus gags.

Está no W Shopping em 2 salas. Nós vimos a versão portuguesa que está bem dobrada (se bem que não é tradição chamar pêssego às nossas crianças, ao contrário de "peaches") .

 

Oiçam o Buck! Para o final da fila....



publicado por Tintim às 09:19
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Variante à Portela das Padeiras

Foi inaugurada há uns dias a variante à Portela das Padeiras que liga a A1 à estrada nacional N3, que liga Santarém a Torres Novas.

 

A Casa da Magnólia está assim 5 a 10 minutos mais perto de Lisboa, evitando-se assim passar na Portela.

Apesar dos semáforos desligados terem ajudada a escoar o trânsito naquela localidade, a passagem de pesados era um perigo.

Segundo o press-release da Camara Municipal de Santarém, o investimento na variante foi de 4 M euros.

 


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publicado por Tintim às 06:17
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Edição de 25 de Abril de O'Ribatejo

A não perder.

Fac-simile do relatório de Salgueiro Maia com algumas preciosidades:

 

[23 abril] "fui informado que um contacto do movimento se encontrava na pastelaria Bijou"..."recebi a ordem de operações".



publicado por Tintim às 10:18
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Comemorações do 25 de Abril em Santarém

Entre outros, um espectáculo multimédia na antiga EPC, como se pode ver aqui.

 

 

O vermelho do cartaz afugenta sempre algum público, tanto nestas temáticas como no futebol, mas se a iniciativa for um prelúdio da Fundação da Liberdade, merece a atenção do VeS.



publicado por Tintim às 10:57
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008
Comentários à "Casinha de Chocolate" ...

A tarde estava chuvosa. Muito chuvosa.

Mesmo assim, sem o mais velho que estava a passar férias com os avós em Lisboa, rumámos com a mais nova ao pavilhão municipal para ver a história dos irmãos Grimm, "A casinha de chocolate".

Não tínhamos ainda bilhetes mas sabíamos que se podiam comprar à entrada.

Com a chuva que caía em Santarém, a expectativa que tínhamos é que haveria pouquissima assistência. Felizmente estávamos enganados e o pavilhão estava cheio ou perto disso.

 

A promoção era da Camara Municipal e a resposanbilidade de uma Escola de Patinagem. Não percebi se a escola de patinagem era de Santarém ou de fora.

O espectáculo estava bem encenado e, para um não-especialista,  as patinadoras eestiveram a um bom nível.

Em resumo, uma tarde bem passada a assistir a um espectáculo com as vantagens que em Lisboa por vezes é díficil encontrar: preços acessíveis (5 euros / adulto), bilhetes disponíveis e facilidade de acesso.

A presença de tanto público também é bom indicador: há espaço para eventos culturais em Santarém que não sejam de nicho (e de nicho, talvez também) desde que sejam bem publicitados.

 



publicado por Tintim às 22:24
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Sábado, 25 de Outubro de 2008
Jantar no Restaurante Portas do Sol

 

Experimentámos ontem o restaurante das Portas do Sol e o resultado foi muito positivo.

Não sendo barato (+- 15/20 euros adulto), o qualidade dos ingredientes, a confecção, o serviço e o ambiente justificam-no.

Começamos por pensar no peixe, cherne neste caso, mas fomos informados que era congelado e que sugeriam antes os peixes de mar (com 3 variedades). Acho positiva esta abordagem: não há vergonha nenhuma ter carne ou peixe congelado mas é sempre bom estar informado. Escolhemos então 2 bifes differentes (à portuguesa e à Portas do Sol) e foi bem justificado. Depois de ter começado a semana a comer bifes no Tennessee, estes não ficaram nada atrás. A carne era muito boa e estavam bem cozinhados.

Um ponto (muito) positivo era terem vinho a copo para todos os disponíveis. A lista tem um número aceitável de escolhas, especialmente da região.

O serviço, como referido, é atencioso (...um pouco menos formal, penso que ficariam a ganhar...) e interessado.

 

Em contraponto, e dentro deste intervalo de preços, já fomos duas vezes ao JF e apesar do bom ambiente, a comida não esteve à mesma altura. Muito gordurosa nas massas e nos pratos mais confeccionados.  O serviço também poderia ter sido melhor. Insistiram em que o bife tinha de ser mal passado porque assim é que era a receita.

Ganhariam em estar mais atentos e pedir feedback aos clientes para despistar estes pequenos problemas.



publicado por Tintim às 10:15
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
As rotundas de Santarém

Não há quem ainda não tenha troçado sobre a praga de rotundas com que nos deparamos pelos vários municípios do país - e Santarém não é excepção. No meio de pó e pedra, imaginamos o que irá ser feito nas várias rotundas que se encontram em remodelaçao na nossa cidade.  O presidente Francisco Moita Flores mostra-nos o que se passa num artigo de opinião que gostei muito de ler:  

 

"Não gosto de rotundas e pesem as explicações dos especialistas em mobilidade, que são equipamentos que garantem a diminuição da sinistralidade ao desfazer cruzamentos perigosos, que são reguladores e moderadores de velocidade, a verdade é que rotunda parece praga que atacou o poder local em determinada altura e coçamos, coçamos e não conseguimos safarmo-nos delas. Quando cheguei à Câmara de Santarém herdei mais de uma dúzia. E devo confessar o meu pecado: o Prof. Nunes da Silva obrigou-me a fazer uma. Uma! É o meu magro contributo para a praga que assola o país. As rotundas são, por outro lado, a nossa fraqueza. Se vamos atrás dos especialistas em cada cruzamento enfia-se uma rotunda. E levamos na cabeça. Se não vamos, aumentam os atropelamentos ou acidentes automóveis, e levamos na cabeça. É por isso que acho que rotunda devia ser pecado. (...) A porcaria da rotunda do Modelo vai ter um símbolo maior da nossa vida. Aquela coisa malparecida que lá vês, enfiada numa espécie de preservativo mal amanhado, esconde a homenagem a Bernardo Santareno. O príncipe dos dramaturgos, orgulho de Santarém e do País. É assinado pelo mestre José Coelho, que o Cutileiro admira como um dos maiores escultores do nosso tempo. Estás convidado para a inauguração no dia da República. Cá em cima, na minha única, mas ranhosa rotunda, vai surgir uma evocação dessa pérola escrita pelo Garrett que é o Frei Luís de Sousa. Um jogo de figuras que evoca a passagem em que o Romeiro procura salvar a família Coutinho dos vários martírios. É um jogo fabuloso de tensões construído pela Erika. O próprio Cutileiro está a fazer um Braancamp Freire para decorar outra dessas mais ordinárias. ‘Tás a ver? Instalo o sagrado em cima do profano. O simbólico identitário em cima da gema de ovo. Fazer com que as pedras falem sobre o nosso tempo ao futuro que é dos nossos netos. Não sei se já viste o magnífico Aristides Sousa Mendes, ícone da paz e da fraternidade, exemplo maior do martírio cristão, naquela manhosa e carrancuda rotunda junto às piscinas? Nem imaginas quantos putos já descobriram quem foi aquele homem, depois de lá o louvarmos. Naquela outra, ordinária, que agora parece um palco, frente ao CNEMA, estará um conjunto de cavalo e touros, dizendo a quem passa que esta terra elegeu estes animais como deuses. Naquela careca e malcriada junto ao Politécnico há-de nascer a Madre Andaluz. E pelo Jardim da Liberdade, pelo Jardim da República, libertando o romantismo dos jardins de Santarém, vão irromper outros conjuntos de ‘falas’ com a vida, com a história, com os afectos. ‘As Mães de Santarém’ que vais adorar. A Expressividade do nosso comum amigo Mário Viegas que te vai comover, ‘Um depois do Adeus’ que te vai surpreender, um ‘Pedro Álvares Cabral’ ainda não encomendado, e por aí fora.»

 

in: http://www.oribatejo.pt

 



publicado por sofiat às 12:38
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Que campo... tão mórbido.

Na estrada Santarém - Torres Novas, no troço após a rotunda da Fábrica de cerveja Cintra e antes do cruzamento para a Azóia de Baixo, surgiram um aproveitamento de um terreno situado no lado direito da estrada: a presença de um conjunto de lages tumulares.
 

 

 

O conjunto de 10 a 15 belissimas obras de mármore estão no terreno outrora desocupado e algo estranhas naquela paisagem bucólica. Alinhadas para a estrada, as esquifes sorriem-nos ao passarmos.


Na verdade, não é totalmente claro o objectivo da sua presença. Eis algumas das hipóteses que o Viver em Santarém descobriu:

  1. Instalação artística de um novo criador escalabitano.
     
  2. Campanha "choque" da Prevenção Rodoviária a sensibilizar-nos para os perigos rodoviários e as suas consquências.
     
  3. Armazém de uma funerária para o stock excendentário gerado pela quebra do negócio em resultado de um verão mais ameno e oferta dos cheque-dentista pelo governo aos idosos.
     
  4. Expositor / show-room de um marmorista com jeito para o negócio.

 

Pegando no último ponto, não quero parecer ingrato.

Raramente se tem a hipótese de ter bem "à mão", a caminho de casa, um show room de pedras tumulares e campas de bom mármore português.

Para a Azoia de Baixo, a minha preferência teria ido para serviços do terceiro sector mais... terrenos... como: um quiosque com jornais ou uma pequena mercearia.

 

 

 



publicado por Tintim às 17:51
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Domingo, 14 de Setembro de 2008
Teatro Rosa Damasceno - considerações de não especialista

Sempre que o assunto versa património (principalmente cultural e histórico), torna-se complicado discutir civilizadamente... Mas terá de assim ser?

 

[Foto: Flickr Estranh0]
 

Em amena cavaqueira, com um copo de vinho na mão, com o Tiago (interessado na preservação do património) e o Pedro  sobre o teatro, fui cristalizando algumas ideias de não-especialista:

  1. O Teatro Rosa Damasceno (TRD)  foi destruído por um incêndio. Logo, agora existem duas hipóteses: ou se deita abaixo totalmente ou se reconstroi. Não sei se alguém defende a sua total demolição mas sendo imóvel de interesse público poderá ser complicado. Por outro lado, seria um desperdício e destruiria valor.
     
  2. Partindo então do único cenário razoável: a sua reconstrução. Ela é feita pela Câmara Municipal / Governo ou por privados.
    Sabendo-se das dificuldades financeiras da câmara - que está a pôr em causa o designio de roubar a Viseu o título de Capital das Rotundas - é díficil encontrar meios para esta intervenção.
    Por outro lado, o Teatro Sá da Bandeira é um equipamento cultural (é assim que os especialistas chamam aos teatros, e é bem giro: "equipamento cultural"!) necessário, que está a ser aproveitado e que faz falta. Mas dois teatros municipais na mesma rua pode ter o efeito contrário: perder-se massa crítica.
    Sobra então a recontrução ser feita por privados ou em parceria com eles.
     
  3. A reconstrução por privados pode ter dois cenários: a manutenção do seu objectivo original (teatro, cultural) ou uma nova função. Essa nova função pode ser hotel de charme, casino, museu, centro comercial ou estabelecimento comercial mas deve ter como objectivo contribuir para a dinamização do centro da cidade assegurando simultaneamente a preservação do edifício. Fora desta lógica fica a construção de habitação: não dinamiza o centro e, de alguma forma, restringe o acesso ao edifício (se bem que em alguns casos, se possa justificar quando apenas a fachada tem interesse, por exemplo).
     


Face aos três pontos acima, parece-me que a única e desejável solução é, tchan tchan tcham:

 

Reconstrução por privados (ou em parceira com privados)
do imóvel  para uma actividade de prestigie o edíficio
e dinamize aquela parte da cidade.

 

 

É natural que hajam interesses de privados (legítimos) e aspiração da câmara em achar a solução óptima para um edifício tão emblemático. Mas eu também gostava de ter um carro a energia solar e tenho um que consome 7 litros.

Qualquer nó-gordio criado por processos em tribunais, permutas, mudanças de poder e especulação desaquada só consegue ser desfeito quando os intervenientes tiverem os seus interesses alinhados. Porque, ao que se percebe, qualquer um deles tem o poder de bloqueio da solução. Daí se estar neste impasse.

Um alinhamento de interesses é feito de cedências e compromissos. Preservando interesses essenciais das partes (patrímónio e dinamização da cidade, pela CMS, e valorização do activo pelos proprietários) é possível encontrar uma saída.

 



publicado por Tintim às 16:53
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Lacoste e o teatro Rosa Damasceno

A notícia do assalto [1,2] à Lacoste no centro de Santarém levou-me a reflexões profundissimas.

  1. Uma das notícias refere que a detecção de impressões digitais se "revelou um esforço inglório". Ainda bem. Eu tinha lá estado há alguns dias e "impelido" pela benjamim de casa estive a dar festas ao crocodilo de metal, deixando impressões por todo o lado. Já me estava a ver a dar satisfações à equipa CSI da PJ de Santarém e a ser objecto do comentário profissional do presidente da câmara na SIC.
     
  2. Talvez por respeito à marca, os ladrões tiveram um savoir-faire muito apropriado:
    1. "o estabelecimento foi assaltado por volta das duas da manhã por três indivíduos de cara tapada e calçando luvas": fonte do Viver em Santarém apurou que as luvas era de marca recomendável. Que não Lacoste porque, segundo a mesma fonte, foi o primeiro assalto concretizado à mesma.
    2. "os larápios deixaram apenas a roupa que estava colocada nos manequins": naturalmente, não seria educado despir os manequins e deixá-los nus.
    3. "Quando o alarme parou de tocar os vizinhos ouviram um dos assaltantes dizer que não podiam estar ali muito mais tempo": tinham "chá", que é uma coisa que falta hoje em dia a muita gente. Quando não se é desejado pelo anfitrião há que saber o momento de abandonar com uma frase simpática e de circunstância. Nenhuma das notícias refere porque é que os vizinhos que conseguiram ouvir os assaltantes  com tanta exactidão, não os conseguiram alertar para o facto do que o que eles estavam a fazer, não era bonito.
       
  3. Na outra notícia, comentava a gerente da loja: " o centro histórico de Santarém fica completamente deserto a partir das 19h00 aumentando a insegurança daquela zona da cidade."  Esta é uma verdade e que não se aplica só a Santarém:

Centro da cidade deserto = Despovoamento do centro + Inexistência de atracções ao centro para quem vive fora. 

Pensamento lógico seguinte: Teatro Rosa Damasceno. As considerações não especializadas no próximo post.

 

 



publicado por Tintim às 16:18
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