As sequelas são sempre ingratas: ou é uma fórmula repetida ou é uma aposta nova que não resulta.
O 3º filme da Idade do Gelo é garantido: risada para toda a família, cada um com os seus gags.
Está no W Shopping em 2 salas. Nós vimos a versão portuguesa que está bem dobrada (se bem que não é tradição chamar pêssego às nossas crianças, ao contrário de "peaches") .
Oiçam o Buck! Para o final da fila....
Foi inaugurada há uns dias a variante à Portela das Padeiras que liga a A1 à estrada nacional N3, que liga Santarém a Torres Novas.

A Casa da Magnólia está assim 5 a 10 minutos mais perto de Lisboa, evitando-se assim passar na Portela.
Apesar dos semáforos desligados terem ajudada a escoar o trânsito naquela localidade, a passagem de pesados era um perigo.
Segundo o press-release da Camara Municipal de Santarém, o investimento na variante foi de 4 M euros.
A não perder.
Fac-simile do relatório de Salgueiro Maia com algumas preciosidades:
[23 abril] "fui informado que um contacto do movimento se encontrava na pastelaria Bijou"..."recebi a ordem de operações".
Entre outros, um espectáculo multimédia na antiga EPC, como se pode ver aqui.

O vermelho do cartaz afugenta sempre algum público, tanto nestas temáticas como no futebol, mas se a iniciativa for um prelúdio da Fundação da Liberdade, merece a atenção do VeS.
A tarde estava chuvosa. Muito chuvosa.
Mesmo assim, sem o mais velho que estava a passar férias com os avós em Lisboa, rumámos com a mais nova ao pavilhão municipal para ver a história dos irmãos Grimm, "A casinha de chocolate".
Não tínhamos ainda bilhetes mas sabíamos que se podiam comprar à entrada.
Com a chuva que caía em Santarém, a expectativa que tínhamos é que haveria pouquissima assistência. Felizmente estávamos enganados e o pavilhão estava cheio ou perto disso.
A promoção era da Camara Municipal e a resposanbilidade de uma Escola de Patinagem. Não percebi se a escola de patinagem era de Santarém ou de fora.
O espectáculo estava bem encenado e, para um não-especialista, as patinadoras eestiveram a um bom nível.
Em resumo, uma tarde bem passada a assistir a um espectáculo com as vantagens que em Lisboa por vezes é díficil encontrar: preços acessíveis (5 euros / adulto), bilhetes disponíveis e facilidade de acesso.
A presença de tanto público também é bom indicador: há espaço para eventos culturais em Santarém que não sejam de nicho (e de nicho, talvez também) desde que sejam bem publicitados.
Experimentámos ontem o restaurante das Portas do Sol e o resultado foi muito positivo.
Não sendo barato (+- 15/20 euros adulto), o qualidade dos ingredientes, a confecção, o serviço e o ambiente justificam-no.
Começamos por pensar no peixe, cherne neste caso, mas fomos informados que era congelado e que sugeriam antes os peixes de mar (com 3 variedades). Acho positiva esta abordagem: não há vergonha nenhuma ter carne ou peixe congelado mas é sempre bom estar informado. Escolhemos então 2 bifes differentes (à portuguesa e à Portas do Sol) e foi bem justificado. Depois de ter começado a semana a comer bifes no Tennessee, estes não ficaram nada atrás. A carne era muito boa e estavam bem cozinhados.
Um ponto (muito) positivo era terem vinho a copo para todos os disponíveis. A lista tem um número aceitável de escolhas, especialmente da região.
O serviço, como referido, é atencioso (...um pouco menos formal, penso que ficariam a ganhar...) e interessado.
Em contraponto, e dentro deste intervalo de preços, já fomos duas vezes ao JF e apesar do bom ambiente, a comida não esteve à mesma altura. Muito gordurosa nas massas e nos pratos mais confeccionados. O serviço também poderia ter sido melhor. Insistiram em que o bife tinha de ser mal passado porque assim é que era a receita.
Ganhariam em estar mais atentos e pedir feedback aos clientes para despistar estes pequenos problemas.
Não há quem ainda não tenha troçado sobre a praga de rotundas com que nos deparamos pelos vários municípios do país - e Santarém não é excepção. No meio de pó e pedra, imaginamos o que irá ser feito nas várias rotundas que se encontram em remodelaçao na nossa cidade. O presidente Francisco Moita Flores mostra-nos o que se passa num artigo de opinião que gostei muito de ler:
"
Não gosto de rotundas e pesem as explicações dos especialistas em mobilidade, que são equipamentos que garantem a diminuição da sinistralidade ao desfazer cruzamentos perigosos, que são reguladores e moderadores de velocidade, a verdade é que rotunda parece praga que atacou o poder local em determinada altura e coçamos, coçamos e não conseguimos safarmo-nos delas. Quando cheguei à Câmara de Santarém herdei mais de uma dúzia. E devo confessar o meu pecado: o Prof. Nunes da Silva obrigou-me a fazer uma. Uma! É o meu magro contributo para a praga que assola o país. As rotundas são, por outro lado, a nossa fraqueza. Se vamos atrás dos especialistas em cada cruzamento enfia-se uma rotunda. E levamos na cabeça. Se não vamos, aumentam os atropelamentos ou acidentes automóveis, e levamos na cabeça. É por isso que acho que rotunda devia ser pecado. (...) A porcaria da rotunda do Modelo vai ter um símbolo maior da nossa vida. Aquela coisa malparecida que lá vês, enfiada numa espécie de preservativo mal amanhado, esconde a homenagem a Bernardo Santareno. O príncipe dos dramaturgos, orgulho de Santarém e do País. É assinado pelo mestre José Coelho, que o Cutileiro admira como um dos maiores escultores do nosso tempo. Estás convidado para a inauguração no dia da República. Cá em cima, na minha única, mas ranhosa rotunda, vai surgir uma evocação dessa pérola escrita pelo Garrett que é o Frei Luís de Sousa. Um jogo de figuras que evoca a passagem em que o Romeiro procura salvar a família Coutinho dos vários martírios. É um jogo fabuloso de tensões construído pela Erika. O próprio Cutileiro está a fazer um Braancamp Freire para decorar outra dessas mais ordinárias. ‘Tás a ver? Instalo o sagrado em cima do profano. O simbólico identitário em cima da gema de ovo. Fazer com que as pedras falem sobre o nosso tempo ao futuro que é dos nossos netos. Não sei se já viste o magnífico Aristides Sousa Mendes, ícone da paz e da fraternidade, exemplo maior do martírio cristão, naquela manhosa e carrancuda rotunda junto às piscinas? Nem imaginas quantos putos já descobriram quem foi aquele homem, depois de lá o louvarmos. Naquela outra, ordinária, que agora parece um palco, frente ao CNEMA, estará um conjunto de cavalo e touros, dizendo a quem passa que esta terra elegeu estes animais como deuses. Naquela careca e malcriada junto ao Politécnico há-de nascer a Madre Andaluz. E pelo Jardim da Liberdade, pelo Jardim da República, libertando o romantismo dos jardins de Santarém, vão irromper outros conjuntos de ‘falas’ com a vida, com a história, com os afectos. ‘As Mães de Santarém’ que vais adorar. A Expressividade do nosso comum amigo Mário Viegas que te vai comover, ‘Um depois do Adeus’ que te vai surpreender, um ‘Pedro Álvares Cabral’ ainda não encomendado, e por aí fora.»
Na estrada Santarém - Torres Novas, no troço após a rotunda da Fábrica de cerveja Cintra e antes do cruzamento para a Azóia de Baixo, surgiram um aproveitamento de um terreno situado no lado direito da estrada: a presença de um conjunto de lages tumulares.

O conjunto de 10 a 15 belissimas obras de mármore estão no terreno outrora desocupado e algo estranhas naquela paisagem bucólica. Alinhadas para a estrada, as esquifes sorriem-nos ao passarmos.
Na verdade, não é totalmente claro o objectivo da sua presença. Eis algumas das hipóteses que o Viver em Santarém descobriu:
Pegando no último ponto, não quero parecer ingrato.
Raramente se tem a hipótese de ter bem "à mão", a caminho de casa, um show room de pedras tumulares e campas de bom mármore português.
Para a Azoia de Baixo, a minha preferência teria ido para serviços do terceiro sector mais... terrenos... como: um quiosque com jornais ou uma pequena mercearia.
Sempre que o assunto versa património (principalmente cultural e histórico), torna-se complicado discutir civilizadamente... Mas terá de assim ser?
[Foto: Flickr Estranh0]
Em amena cavaqueira, com um copo de vinho na mão, com o Tiago (interessado na preservação do património) e o Pedro sobre o teatro, fui cristalizando algumas ideias de não-especialista:
Face aos três pontos acima, parece-me que a única e desejável solução é, tchan tchan tcham:
Reconstrução por privados (ou em parceira com privados)
do imóvel para uma actividade de prestigie o edíficio
e dinamize aquela parte da cidade.
É natural que hajam interesses de privados (legítimos) e aspiração da câmara em achar a solução óptima para um edifício tão emblemático. Mas eu também gostava de ter um carro a energia solar e tenho um que consome 7 litros.
Qualquer nó-gordio criado por processos em tribunais, permutas, mudanças de poder e especulação desaquada só consegue ser desfeito quando os intervenientes tiverem os seus interesses alinhados. Porque, ao que se percebe, qualquer um deles tem o poder de bloqueio da solução. Daí se estar neste impasse.
Um alinhamento de interesses é feito de cedências e compromissos. Preservando interesses essenciais das partes (patrímónio e dinamização da cidade, pela CMS, e valorização do activo pelos proprietários) é possível encontrar uma saída.

A notícia do assalto [1,2] à Lacoste no centro de Santarém levou-me a reflexões profundissimas.
Centro da cidade deserto = Despovoamento do centro + Inexistência de atracções ao centro para quem vive fora.
Pensamento lógico seguinte: Teatro Rosa Damasceno. As considerações não especializadas no próximo post.
. Idade do Gelo 3 - à terce...
. Variante à Portela das Pa...
. Edição de 25 de Abril de ...
. Comemorações do 25 de Abr...
. Comentários à "Casinha de...
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